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Crítica
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Dia e Noite

Autor da crítica: Mário Jorge Torres

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"Noite e Dia" tinha tudo para, pelo menos, constituir um agradável divertimento descartável, recheado de acção, com efeitos especiais de consistência profissional, um elenco suficientemente apelativo e um realizador, James Mangold, com razoáveis provas dadas: "Kate e Leopold" era uma curiosa comédia romântica, "Walk the Line" cumpria, embora sem grandes rasgos, as regras básicas do "biopic". Tinha, mas falha todos os seus objectivos, porque se compraz na facilidade da pirotecnia, na incapacidade de construir sequer esboços de personagens, na crença de que vale tudo e de que os espectadores querem ver mortes a granel e heróis disparatados a triunfarem a todo o custo. Tom Cruise merecia melhor. Nós todos merecíamos melhor. Nem como filme de Verão, para pensar pouco e gozar das frescuras do ar condicionado, serve.

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