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3 estrelas

José Miguel Costa, Lisboa 14-01-2019

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"We can't save them, but you'll hate yourself if you don't try."

Na véspera de natal a família de Holly (Julia Roberts) recebe a visita inesperada do filho não pródigo (o incrível Lucas Hedges - o novo "beautiful boy" do cinema indie), o que deixa todos à beira de um ataque de nervos, já que seria pressuposto este encontrar-se numa clínica de reabilitação para toxicodependentes.
A partir daí somos encaminhados, sob a mão do realizador Peter Hedges (pai do Lucas), para o seio de um drama intenso e sensível (que apesar da temática, e da abordagem narrativa que "não pega a coisa com pinças", tem a sensatez/capacidade de não resvalar para o simples melodrama de "faca e alguidar), que nos vai inteirando não só dos eventos passados (sem recurso a flashbacks) que culminaram na situação actual como, em simultâneo, nos empurra para o turbilhão emocional das agitadas 24 horas seguintes (nada fáceis para quaisquer dos seus membros, sobretudo para a "mãe coragem", cujo amor incondicional pelo filho leva-la-á a cometer uma série de actos irreflectidos).

Como refere o crítico Jorge Mourinha "por aqui não se descobrem coisas novas, mas quando há uma boa história bem contada por bons actores — e se Julia Roberts está a ganhar com a idade! — isso também não importa". Para além de que o evoluir da narrativa não será tão previsível quanto deixa inicialmente transparecer (inclusivé, brindar-nos-á com um interessante final ambíguo).

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