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2 estrelas

José Miguel Costa, Lisboa 10-01-2019

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No filme “A Educadora de Infância” (que tem feito um percurso interessante numa série de festivais, inclusive, em Sundance – onde arrecadou o prémio de melhor argumento – e Toronto) a realizadora Sara Colangelo coloca-nos perante um drama que vai ganhando contornos de thriller à medida que a acção evolui em direcção a “caminhos difíceis de digerir” (é certo que, apesar de movimentar-se em “águas turvas”, evita o sensacionalismo e/ou melodrama excessivo, todavia, está pejado de “soluções narrativas” inverosímeis, que lhe retiram intensidade dramática).

A força motriz desta obra advém do excelente desempenho da Maggie Gyllenhaal, no papel de uma educadora de infância (que jamais conseguiremos “definir” psicologicamente ou julgar – e esta ambiguidade, neste caso, pode ser encarada como um elogio), algo frustrada com a sua vida familiar e profissional destituída de “arte(s)” (que tanto valoriza), que começa a desenvolver uma obsessão crescente por um dos miúdos (com 5 anos) da sua sala de aula, após descobrir-lhe o dom de “poeta naife”.

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