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José Miguel Costa, Lisboa 11-10-2020

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De um modo regular temos o produtivo Philippe Garrel a relembrar-nos que a nouvelle vague (da década de 60) is not dead. Respira timidamente, sendo este cineasta uma espécie de seu "ventilador" que ainda lhe permite inspirar(-se) e expirar o romantismo (exposto de modo naturalista) dos amores casuais e imorais das "pessoas normais" (nada politicamente correctos nos dias que correm). E nas suas últimas obras tem-lo feito, invariavelmente, num nostálgico preto e branco. Em "O Sal das Lágrimas", destituido de grandes malabarismos ao nível do enredo, coloca-nos perante um enigmático jovem carpinteiro (protagonizado por Logann Antuofermo) que, apesar de ter ar de quem não parte um ovo, se revela um assentimental Don Juan, que conquista e descarta raparigas sem quaisquer pudores. Até ao dia em que o feitiço vira-se contra o feiticeiro...

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