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4 estrelas

José Miguel Costa, Lisboa 30-10-2021

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"Fabian Going To The Dogs", do realizador alemão Dominik Graf, é um filme de época nada convencial a nível estético (que chega a roçar, sobretudo na fase inicial, a fronteira de um experimentalismo algo barroco), que segue a evolução do relacionamento amoroso relâmpago e tóxico de Jacob Fabian, um jovem boémio e angustiado, aspirante a escritor, embrenhado no submundo da "devassidão e libertinagem" berlinense do início da década de 30 do século XX (enquanto que em seu redor múltiplos indicios evidenciam que o nazismo está a enquistar-se gradual e transversalmente na sociedade).

A voracidade/liberdade formal que caracteriza a obra e a eleva acima da mediania (e que se manifesta, por ex, através do recurso à camara de mão para planos curtos e desconexos; cortes abruptos; colagens delirantes; zooms violentos; imagens ultra anguladas, mudanças constantes do formato do ecrã; introdução aparentemente atabalhoada de imagens de arquivo a preto o branco e videos amadores; narrações em off de vários narradores; um vai-vem de cores e de granulação na fotografia), infelizmente, não é acompanhada por uma narrativa, igualmente, "solta/louca" (o que é pena!).

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