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Magistralmente belo e complexo

Raul Gomes, Matosinhos 05-01-2019

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De uma certa ambiguidade, na relação professora/aluno, de vida, frustrações, de cumplicidade, de projecção, de ajuda, de fascínio, por aquilo que o miúdo é, e que ele aspirava a ser. Aproveitamento impróprio das capacidades, que a educadora ajuda a fomentar, e que é uma extensão do que ela almejava ser. Amoral, ultrapassa os limites sem nunca pôr em causa a integridade física da criança, mas sim emocional. O miúdo é muito mais racional do que ela, que se sente fascinada e obcecada, numa desesperada vertigem. A simplicidade é um dom que poucos possuem, e a portentosa representação de Maggie Gyllenhaal, superando a já espantosa "prostituta" em "The Deuce" está aí para o provar. A sua actuação com simplicidade, faz-me lembrar, um outro filme em cartaz "O Cavalheiro com Arma", em que Robert Redford actua como respira e ela faz o mesmo. Um bom início de ano, que se espera se prolongue durante este ano. Extremamente bem realizado, deixando-nos colado ao ecrã, respirando em uníssono.

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