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3 estrelas

José Miguel Costa, Lisboa 06-10-2021

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Há muito que a estreia de um filme do Woody Allen deixou de empolgar-me minimamente, aliás nos últimos anos apenas vou visitá-lo ao cinema quase por obrigação (devido àquilo que ele já representou no passado e, quiçá, com a ténue esperança de que "o que foi volte a ser").
Portanto, o meu estado anímico para visionar a sua nova obra (Rifkin's Festival) não era propriamente exultante (embora desta vez tivesse um reforço suplementar para o efeito - um quase statement da minha parte -, furar o boicote excessivo do movimento #MeToo para com o Senhor), pelo que até fiquei agradavelmente surpreendido.

Verdade que o enredo é fraquinho e "mais do mesmo", a lenga-lenga de um homem algo neurótico, entradote na idade, com múltiplas dúvidas existenciais (desta feita sob a forma de um escritor americano falhado que vai acompanhar a sua mulher ao festival de cinema de San Sebastian, só que esta encontra-se com o radar ligado para o cineasta que representa - pudera, afinal é "só" o feioso Louis Garrel!), mas possui boas piadas soltas à velho Woody Allen.
Para além de que é detentor de algumas cenas de excepção, referentes aos momentos em que o protagonista sonha (a dormir ou acordado), filmadas a preto e branco (e em modo remake), que se constituem como uma bela homenagem ao cinema clássico europeu.

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